quinta-feira, 17 de março de 2011

Vida e obra de Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias nasceu no ano de 1823 em Caxias, no Maranhão, e faleceu em 1864. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, retornando ao Brasil em 1845. Em São Luís fracassa o relacionamento amoroso com Ana Amélia, a quem dedica o poema "Ainda uma vez... Adeus!", por pressões da família dela, já que o poeta era filho de pai português e de mãe mestiça.
Viajou pelo Brasil e pela Europa a serviço do governo brasileiro.
Tuberculoso, vai à Europa em 1862 para tratar da saúde; combalido e reduzido à miséria, decidiu voltar, morrendo em naufrágio à vista das costas do Maranhão. Clássico na forma e no estilo, por formação literária, foi, por índole, o poeta das tradições e da alma popular brasileira. Pertenceu à primeira geração do Romantismo Brasileiro. Delicado e melancólico, criou o indianismo romântico, impondo-se como uma das maiores figuras da nossa literatura. É considerado o mais maduro dos românticos brasileiros, o nosso maior poeta romântico. Seus versos encerram eloqüência e unção, lirismo, grandiosidade e harmonia. Escreveu : Primeiros CantosSegundos CantosÚltimos CantosSextilhas de Frei AntãoI-Juca PiramaDicionário da Língua TupiOs Timbiras e os dramas Beatriz CenciLeonor de MendonçaBoabdilPatkul, etc.

Primeiro grande poeta do Romantismo brasileiro A temática indianista que caracteriza sua obra apresenta forte colorido e ritmo. Seu grande poema indianista Os Timbiras ficou incompleto, pois durante o naufrágio em que o poeta morreu perderam-se também os textos. Além da vertente indianista, também se destaca a lírica amorosa, mas não apresenta passionalidade. Aqui a mulher é sempre um anjo, idealizada, numa ótica platônica.

        Obras Principais:

"I Juca Pirama", "Canção do Tamoio", “Os Timbiras” - sentimento de honra e valentia do índio

"Leito de folhas verdes", "Se se morre de amor", "Como? És tu?", "Ainda uma vez - adeus!", "Seus olhos" - sentimento amoroso

"Canção do Exílio" - solidão, exílio, amor à pátria, retomada por muitos modernistas

"O mar", "A noite", "A tarde" - poesias impregnadas de religiosidade sobre a majestade da natureza

Livros - Primeiros Cantos (1846), Segundos Cantos (1848), Sextilhas de Frei Antão (1848), Últimos Cantos (1851), Os Timbiras, Cantos (1857).

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